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O manejo de dejetos, além de diminuir o impacto ambiental, pode ser uma atividade muito rentável para o produtor, podendo gerar uma renda até cinco vezes maior do que a obtida com a venda do suíno! Desta forma, o aproveitamento dos dejetos ajuda a reduzir os custos de produção.
A aplicação dos dejetos suínos depende da situação econômica do produtor, da topografia da propriedade e das diversas formas de manejo dos resíduos.
Os dejetos precisam ser submetidos, pelo menos, a algum tipo de tratamento primário (lagoas anaeróbias e aeróbias, compostagem ou esterqueiras), antes de serem reaproveitados.
A compostagem é o curtimento do esterco em esterqueiras, por um período de três meses, durante o qual ocorrem fermentação e eliminação de agentes causadores de doenças. A fermentação é um processo essencial para ocorrer a estabilização dos dejetos e sua transformação em fertilizante, sem que se coloque em risco o meio ambiente e a saúde pública.
A estabilização dos dejetos é também necessária para reduzir o mau cheiro, diminuir e controlar a incidência de moscas e evitar a poluição das águas.
Os resíduos são ricos em macro e micronutrientes, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Esses componentes, aliados à matéria orgânica, melhoram as condições físicas e biológicas do solo, e seu uso como fertilizante pode suprir até 70% da necessidade de aplicação de adubos químicos, dependendo do tipo de cultivo. Uma substituição de até 100% pode ser alcançada em culturas de milho, soja, café e em áreas de pastagem.
Se utilizados da forma correta e com cautela, os dejetos suínos podem trazer muitos benefícios para o produtor. Porém, a aplicação indiscriminada no ambiente contamina fontes de água, pois nitratos, coliformes e cobre são extremamente poluentes e perigosos. Por isso, seu tratamento é essencial.
Nina Miglioranza
Méd. Vet – APCS/CDA
nina@cda.sp.gov.br
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