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DICAS TÉCNICAS
Inseminação Artificial – uma tecnologia cada vez mais utilizada
 
História e Atualidade!
 

Nos últimos anos, a suinocultura brasileira vem se destacando no cenário internacional devido aos seus elevados índices de produtividade, e isso se deve também ao uso da inseminação artificial (IA), que tem aumentado de forma marcante. Com o aumento no volume de produção das centrais que comercializam sêmen, em função de benefícios sanitários, genéticos e econômicos, propiciou-se uma evolução e crescente tecnificação da suinocultura, consolidando a IA como um importante instrumento capaz de auxiliar o produtor e a agroindústria a colocarem no mercado produtos cada vez mais qualificados e saudáveis.

 

História da IA – curiosidade!

 

A IA consolidou seu emprego comercial em várias espécies domésticas ao longo da segunda metade do século XX. A IA, na espécie suína, teve seu início na década de 30 no Japão e na Rússia, ocorrendo, a partir de então, uma evolução lenta e gradativa do seu uso em diferentes países, principalmente na Europa. Os primeiros relatos sobre IA na espécie suína no Brasil, datam do final da década de 40, embora estas primeiras tentativas tenham sido apenas experimentais. Somente na década de 70, período no qual começou a ocorrer profundas mudanças na criação de suínos em nosso país, é que foram implantados os primeiros programas comerciais de IA.

 

Atualidade

 

Cerca de 24,1 milhões de porcas são inseminadas anualmente, o que representa 48% do total de matrizes, e uma produção de 152 milhões de doses de sêmen. Nos próximos anos, é previsto uma adição de 10 a 20% no número de porcas inseminadas, o que representaria um aumento de 6,6 a 12,7 milhões de porcas a serem inseminadas e uma demanda anual de 42,7 a 83 milhões de doses de sêmen.

Apesar da falta de levantamentos estatísticos oficiais que espelhem a realidade, podemos observar que o emprego da IA em suínos no Brasil tem aumentado consideravelmente, ano a ano, acompanhando o incremento do uso dessa biotécnica ocorrido mundialmente no mesmo período. Esse aumento foi considerável a partir de levantamento realizado em 1996, e deve-se, principalmente, ao início da tipificação das carcaças em frigoríficos do sul do país.

 

 

 

Nina Miglioranza

Méd. Vet. – APCS/CDA

nina@cda.sp.gov.br

 
 
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