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DICAS TÉCNICAS
EFEITO DA INFERTILIDADE SAZONAL NA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA DE SUÍNOS
 
A síndrome da Infertilidade Sazonal geralmente se manifesta de forma discreta
 

O suíno selvagem possui uma estação reprodutiva relativamente curta e bem definida, produzindo apenas uma leitegada por ano, geralmente na primavera. Mesmo sendo capaz de produzir leitões ao longo de todo o ano, o suíno doméstico atual parece ter resquícios do seu ancestral, pois é observada uma tendência de redução na fertilidade no final do verão e início do outono. No hemisfério norte, esta redução da fertilidade pode chegar entre 10-30% (Hurtgen e Leman, 1980).

A Síndrome da Infertilidade Sazonal (SIS) geralmente se manifesta de forma discreta e pode ser caracterizada pela redução na taxa de parto, atraso na puberdade de leitoas, intervalo desmame-estro (IDE) prolongado e, possivelmente, uma redução no tamanho da leitegada. Embora o fotoperíodo seja considerado o fator primário, muitos outros fatores podem influenciar, amenizando ou intensificando a infertilidade. Entre os fatores associados pode-se citar tipo de alojamento das fêmeas (coletivo ou individual), nível nutricional, condições de luminosidade, exposição ao macho, tamanho do grupo das fêmeas, temperatura ambiental e interações das fêmeas.

Formas de apresentação da infertilidade:
No período de verão, em que há queda da fertilidade, as leitoas tendem a atingir a puberdade em idade mais avançada que nas demais épocas do ano. Contudo, a manutenção do contato com o macho, duas vezes ao dia por 5 a 10 minutos, ameniza os efeitos negativos da estacionalidade, reduzindo, assim, a idade à puberdade da leitoa (Love et al., 1993).
Xue et al. (1994) observaram um aumento no intervalo desmame-estro (IDE) durante o verão. Porém, esta manifestação nem sempre é observada, pois na suinocultura tecnificada, a redução da lactação, a detecção de estro com o macho e os níveis nutricionais durante a lactação e no período pós desmame, permitem uma otimização do IDE (Love et al., 1993). Vale ressaltar que, como a redução do consumo voluntário durante a lactação é maior no verão, o anestro pós-desmame neste período pode ser devido à deficiência energética das fêmeas desmamadas, com conseqüente diminuição dos níveis de LH (Britt et al., 1986).
A redução na taxa de parto é o aspecto mais importante da SIS, sendo, freqüentemente, o primeiro fator reprodutivo observado pelo produtor (Gráfico 1), pois resulta em prejuízo econômico (Love et al., 1993). Hurtgen e Leman (1980) observaram uma redução de 10 a 40% na taxa de parto, havendo variação entre rebanhos.
A maior contribuição para a redução da taxa de parto é o aumento do número de retornos ao estro pós-cobertura. No período de infertilidade sazonal, os intervalos de retornos mais freqüentes são entre os dias 25-35 após a cobertura (Love, 1981 Xue et al.,1994). No grupo de fêmeas cobertas durante o período de fertilidade comprometida, houve uma maior proporção (6,3%) de fêmeas com retornos irregulares ao estro (25-33 dias), em relação aos outros períodos (0,9%) (Love, 1978). Além disso, estudos indicaram que a morte embrionária precoce e as perdas de toda leitegada são causas de reduzida taxa de parto, sendo observadas com maior freqüência no verão e no outono (Love et al., 1993 e Peltoniemi et al.,1999). A interrupção precoce da gestação devido à morte embrionária ou devido à regressão do corpo lúteo tem sido sugeridos como possíveis causas destes retornos irregulares no verão e outono (Tast et al., 2002).
A interrupção sazonal da gestação é um fenômeno comum da SIS e ocorre devido à perda embrionária total uma semana após a ligação embrio-maternal (Love et al., 1993). Este fenômeno indica que ocorreu a primeira sinalização embrionária de gestação aos 12 dias, porém, a segunda sinalização, ao redor dos 18 dias, pode ter sido deficiente ou inexistente (Peltoniemi et al., 2000). Devido à ocorrência do reconhecimento da gestação, as fêmeas apresentarão retorno ao estro com 25-30 dias após a IA (Peltoniemi et al., 2000). Outra hipótese seria um inadequado suporte de LH que pudesse causar regressão do corpo lúteo (CL), com conseqüente interrupção da prenhez (Tast et al., 2002). A progesterona é o principal hormônio produzido pelo CL e nos suínos tem como função a manutenção da gestação, pois possui papel fundamental na nutrição embrionária. As alterações da concentração plasmática de progesterona afetam o ambiente uterino e do ouviduto, afetando a viabilidade embrionária nos estágios iniciais da gestação (Jindal et al., 1997). Os efeitos nutricionais na sobrevivência embrionária mediados por este hormônio são essencialmente efetivos somente 3 a 4 dias depois da cobertura (Foxcroft, 1997). Segundo Jindal et al. (1997), o tempo de aumento da progesterona plasmática, depois do pico de LH, foi prolongado 10 horas em leitoas mantidas sob altos níveis nutricionais depois da cobertura (3 a 5 dias), indicando que há um efeito da nutrição, durante o período peri-ovulatório na concentração, de progesterona. Esta diferença de 10 horas pode ser um fator crucial na a sincronia entre o útero e o desenvolvimento embrionário, afetando a viabilidade de ambos.
Com relação à interrupção sazonal da gestação, ainda não foram esclarecidas as causas de sua ocorrência. A origem do problema é controversa, pois pode ser devido à inadequada sinalização embrionária ou falha maternal no reconhecimento dos sinais da gestação. Durante a estação de infertilidade, ocorre tanto uma diminuição na secreção de progesterona (Peltoniemi et al.,1997 e Love et al., 1993) quanto na pulsatilidade de LH, no início da gestação, indicando que ocorre falha maternal (Peltoniemi et al.,1997). Esse quadro pode ser agravado pela restrição na dieta pós-cobertura, que diminui também a secreção progesterônica. Hennessy e Williamson (1984) detectaram que, em 62% das fêmeas com retornos ao estro irregulares, os níveis de progesterona, aos 18 dias pós-cobertura, estavam abaixo de 5ng/ml. A redução de progesterona, após 12 dias de gestação (quando o CL torna-se independente de LH), tem impacto negativo na viabilidade embrionária dificultando a segunda sinalização aos 18 dias necessária para manter a gestação além de 30 dias (Peltoniemi et al., 2000). Sendo assim, conclui-se que há uma interação entre os dois fatores no desencadeamento da interrupção gestacional. Cabe salientar que a redução da progesterona, associada a altos níveis energéticos nas dietas alimentares de fêmeas no início da gestação, está relacionada ao aumento do fluxo sangüíneo hepático, aumentando o seu metabolismo e provocando também sua diminuição na circulação (Peltoniemi et al., 2000). Assim, tanto a deficiência quanto o excesso da nutrição podem ser prejudiciais nos estágios iniciais da prenhez.
 
Outra forma da SIS observada é a perda de gestação, conduzindo ao fenômeno conhecido como “aborto de outono” (Love et al., 1993). Wentz et al. (2002) observaram altas taxas de aborto nos meses de fevereiro e março, associadas a vários fatores predisponentes, como falha no manejo do macho após a cobertura e durante a gestação, quantidade de ração insuficiente nos primeiros 35 dias e até 90 dias de prenhez e excessiva exposição solar. Em estudo realizado em uma granja no sul do Brasil, foi constatado maior número de abortamentos nas coberturas realizadas nos meses de janeiro a março, representando 43% do total de abortamentos em todos os períodos de gestação (Costa et al., 2005). Neste mesmo estudo, os índices de aborto até 35 dias de gestação, referentes às coberturas destes meses variaram de 1,7 a 2,7%, enquanto nos demais meses, os índices não ultrapassaram 0,8%.
Outra característica da SIS é o aumento de fêmeas vazias ao parto. As porcas são inseminadas, não apresentam sinais de retorno ao estro, mas não estão prenhes quando transferidas para a maternidade. Love (1978) verificou, que coberturas durante o período de verão-outono resultaram no acréscimo de fêmeas vazias ao parto. Durante este período, a incidência foi de 6,7%, contra 1,1% do restante do ano. Este fato também pode ser agravado pela alimentação deficiente durante a estação de baixa fertilidade (Love et al., 1995).
Apesar da sazonalidade influenciar na sobrevivência embrionária, as fêmeas inseminadas durante o período de baixa fertilidade pariram leitegadas semelhantes àquelas inseminadas nos outros períodos do ano (Love, 1978 e Love et al., 1995), não refletindo, assim, em leitegadas reduzidas.
Influência dos efeitos sazonais sobre o eixo hipofisário-gonadal:
Em outras espécies sazonais, os efeitos envolvidos na estacionalidade reprodutiva estão bem esclarecidos. Em ovinos, a secreção de melatonina aumenta durante o período escuro, diminui nos períodos de luz, e estas mudanças são reconhecidas pelo hipotálamo (Love et al., 1993). Este aumento da melatonina estimula os pulsos de GnRH e, conseqüentemente, a secreção de gonadotrofinas, iniciando a atividade ovariana e a estação de monta (Peltoniemi et al., 2000). Segundo Tast et al. (2001), a secreção de melatonina, tanto nos suínos selvagens quanto nos domésticos, aumenta quando há queda de luminosidade, não diferindo, portanto de ovinos. De acordo com os autores, o aumento de melatonina noturno é semelhante nos dois grupos, indicando que os animais confinados também respondem à luminosidade, podendo apresentar, portanto, uma redução na fertilidade durante o final do verão e início do outono.
Estudos demonstram que uma alta concentração de melatonina é observada em suínos, com alimentação restrita e submetidos por longos fotoperíodos (Love et al., 1993). Entretanto, segundo os autores, a secreção contínua de melatonina possuiria um efeito deletério na taxa de parto, sugerindo assim, que o aumento da melatonina, no verão e outono, exerceria um papel importante na SIS (Love et al., 1993). Porém, o ritmo de melatonina, mediado pelo fotoperíodo, requer maior intensidade de luz em suínos do que em outras espécies, e esta intensidade provavelmente não é suficiente no sistema de confinamento atual (Prunier et al., 1996). Cabe salientar que o fotoperíodo, no nosso meio, varia muito pouco do verão para o inverno, aproximadamente três horas. Nos países onde foram feitos os experimentos, por exemplo Austrália, França, Finlândia, Estados Unidos, os extremos são muito maiores, e a alteração no perfil da melatonina poderia ser melhor detectada. Além disso, a intensidade de luz no interior das instalações localizadas em regiões tropicais e subtropicais (devido ao tipo de construções) é bem maior do que as construções fechadas de países onde o inverno é mais rigoroso.
 
Influência ambiental:
Estresse social:
Na suinocultura intensiva, o alojamento mais utilizado é o individual. Porém, com as considerações de bem-estar animal, principalmente na Europa, a adoção de alojamento coletivo em baias está sendo muito difundido. Nesse contexto, tentou-se avaliar qual instalação amenizaria a infertilidade. Love et al. (1995) observaram uma redução na taxa de parto em fêmeas alojadas em baias coletivas, comparadas com às alojadas em gaiolas inseminadas durante o período de infertilidade (metade do verão e final do outono). Porém o intervalo desmame-estro (IDE), uma outra manifestação da infertilidade sazonal, foi maior nas fêmeas alojadas individualmente (Peltoniemi et al., 1999). Dias (2000) não observou diferença no IDE de primíparas, porém encontrou IDE 12h mais curto nas secundíparas alojadas em baias em relação àquelas alojadas individualmente. Entretanto, analisando o IDE de OP>2, as fêmeas alojadas em baias apresentaram IDE 5,4h mais longo do que as alojadas individualmente. Há indicações de que o estresse causado pelo alojamento coletivo, eleva os níveis de cortisol sangüíneos e animais que respondem à administração de ACTH têm maiores sinais de infertilidade (Wan et al., 1994). Dessa forma, explica-se porque as leitoas são mais susceptíveis à infertilidade sazonal. Os mesmos autores relatam que a incidência da infertilidade é maior em animais com alta sensibilidade adrenal (maior produção de ACTH) ao estresse, estando mais predispostos à sazonalidade.
Temperatura e nutrição:
Avaliando o efeito da temperatura ambiental, constatou-se uma forte correlação negativa entre temperatura e taxa de parto (Love, 1978; Hennessy e Williamson, 1984). Segundo Hurtgen e Leman (1980), a elevação da temperatura ambiental prejudica tanto a taxa de concepção, quanto a sobrevivência embrionária. Nos meses de verão, a taxa de parto foi abaixo de 52%, enquanto que nos demais meses, o índice era de 85% (Love, 1978).
Porém, segundo Peltoniemi et al. (2000), a temperatura não exerce, isoladamente, um papel significativo na infertilidade sazonal. Segundo os autores, temperaturas ambientais elevadas estão associadas ao menor consumo alimentar durante a lactação, refletindo no aumento do intervalo desmame-estro durante o verão e outono (Prunier et al., 1996 e 1997). Prunier et al. (1997) constataram, além do consumo alimentar reduzido, menor peso dos leitões ao desmame, em porcas mantidas a 27ºC (5,06 kg) em relação àquelas mantidas a 18ºC (6,44 kg). Assim, os autores concluíram que elevadas temperaturas ambientais induzem adaptações metabólicas de fêmeas, com conseqüências negativas no consumo alimentar, produção de leite e desempenho reprodutivo subseqüente.
A variação de peso das fêmeas influencia o seu potencial reprodutivo. Preconiza-se que as fêmeas possuam um escore corporal visual (ECV) 3. Oscilações no ECV causam efeitos negativos no desempenho da fêmea. Fêmeas que apresentam ECV elevado (obesas), na maternidade, apresentam predisposição a problemas no parto e redução do consumo na lactação. Por outro lado, fêmeas que possuem ECV baixo (magras), estando em catabolismo, no momento da cobertura podem ter redução na taxa ovulatória. Dessa maneira, preconiza-se que a fêmea receba alimentação à vontade na lactação e pós desmame, e restrição durante a gestação. Uma ração de alto valor energético antes da cobertura, seguida de uma restrição alimentar pós-cobertura otimiza a sobrevivência embrionária (Peltoniemi et al., 2000). Entretanto, essa restrição alimentar pós cobertura deve ser por um período curto, não ultrapassando de 3 a 4 dias (Jindal et al., 1997).
Examinando o efeito de três semanas de restrição alimentar de 60% de primíparas e multíparas, Love et al. (1993) observaram um grande aumento na concentração de melatonina em fêmeas mantidas sob um longo fotoperíodo, não sendo observado naquelas com restrição alimentar ou com ração à vontade por curto fotoperíodo. Este dado encontrado pode explicar o aumento de melatonina em porcas gestantes no verão que recebem 60% da sua alimentação.
O LH é um hormônio gonadotrófico essencial para manutenção do CL e do início da gestação em suínos. A insulina e a glicose são consideradas fundamentais para a modulação do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal. Em leitoas com restrição alimentar, os níveis de glicose, insulina foram baixos e os níveis de ácidos graxos foram altos. Assim, apresentaram uma pulsatilidade de LH menor, quando comparadas com leitoas de alimentação à vontade.
Na primavera, leitoas com redução alimentar apresentaram menos pulsos de LH do que o grupo controle. Porém esta redução não foi significativa no período de verão-outono, quando a gestação é interrompida com maior freqüência. Além disso, os pulsos de LH tendem a ser relativamente mais altos quando as fêmeas têm um incremento na alimentação (Peltoniemi et al., 1997a, b). Em conclusão, a alimentação restrita pós IA pode reduzir os pulsos de LH em leitoas prenhas. Contudo, o efeito de uma restrição de 50% da dieta e a estação, tal como as características do LH, não são consideradas tão fortes a ponto de provocar a luteólise e o rompimento da gestação (Peltoniemi et al., 1997b).
Avaliando o efeito da temperatura corporal, Wentz et al. (2001) relataram que fêmeas com hipertermia, sem evidência clínica de patologias, no dia da cobertura, ou nos primeiros quatro dias após, demonstraram maiores taxas de retorno ao estro, menores taxas de prenhez e de parto, menor número de embriões aos 30-35 dias de gestação e menor número de leitões nascidos.
Além dos problemas reprodutivos associados à alta temperatura, existem problemas de falhas cardíacas, como a principal causa de mortalidade de porcas durante verão. Os dados de Xue et al. (1994) demonstraram que, em temperaturas acima de 32ºC, ocorre uma alta incidência de mortes de matrizes e maior taxa de descarte de leitoas por motivos reprodutivos durante os meses críticos.
Exposição ao macho:
O contato naso-nasal do reprodutor com as fêmeas, é importante devido à liberação de ferormônios pela saliva e estimularia os picos de LH nas matrizes (Muirhead & Alexander, 1997). Assim, o papel do macho é essencial para evitar ou amenizar os efeitos da sazonalidade. O atraso à puberdade em leitoas pode ser diminuído drasticamente sob a estimulação com o macho. Além disso, o manejo do reprodutor, em porcas desmamadas, diminui o intervalo desmame-estro no período de verão-outono (Peltoniemi et al., 2000). Borchardt Neto (1995), analisando o efeito do estímulo do macho na maternidade, observou que as multíparas responderam positivamente somente no verão, reduzindo o IDE. Já as primíparas, sob o estímulo com o macho, apresentaram IDE semelhantes àquelas sem o manejo no verão. Porém no inverno, o manejo com o macho na maternidade reduziu o IDE. Outra função importante desta prática é em porcas gestantes para a manutenção da prenhez, uma vez que o LH tem efeitos luteotróficos, aumentando a taxa de prenhez (Muirhead & Alexander, 1997).
Ordem de Parto:
Diversos estudos demonstraram que leitoas e primíparas são as classes que mais sofrem com a sazonalidade (Love, 1978 e Prunier et al., 1996). Love (1978) observou um aumento na taxa de retorno de leitoas e primíparas (36,8 e 25,6% respectivamente) maior do que fêmeas de segundo parto ou mais de três partos (12,6 e 8,8% respectivamente). Analisando a taxa de parto de leitoas, primíparas e multíparas, Hurtgen e Leman (1980) verificaram índices de 56,7, 65,0 e 72,1% (P<0,01) respectivamente nos meses de junho a setembro (verão e outono no hemisfério norte). No restante do ano, a taxa de parto foi semelhante nas três categorias. O intervalo desmame-estro também foi maior nas primíparas do que nas multíparas. Assim, a sazonalidade afeta todas as fêmeas, porém aquelas de menor ordem de parto são as mais prejudicadas. Prunier et al. (1996) notaram que o consumo voluntário em altas temperaturas é ainda menor nas fêmeas jovens, justificando, em parte, seu pior desempenho. Ou seja, a interação entre a nutrição e a ordem de parto é importante.
Considerações Finais:
A síndrome da infertilidade sazonal é um processo multifatorial, sendo caracterizada pelo atraso à puberdade em leitoas, intervalo desmame estro prolongado, aumento na taxa de retorno, “abortamento de outono” e fêmeas vazias ao parto. Assim, há grandes transtornos no período de baixa fertilidade, representando perdas econômicas importantes em granjas suinícolas devido ao aumento dos dias não produtivos e descarte de matrizes.

 
 
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