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DICAS TÉCNICAS
SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO PARA SUÍNOS EM CRESCIMENTO-TERMINAÇÃO
 
Os suínos alimentados à vontade maximizam sua velocidade de crescimento.
 

À vontade: Quando aos suínos é proporcionado livre acesso ao alimento, eles tendem a consumir segundo as suas necessidades em energia. A relação consumo/energia leva os suínos a consumir mais alimentos à medida que a densidade energética das dietas (Mcal ED/kg de ração) diminui.

Suínos jovens podem se beneficiar com a alimentação à vontade. A alimentação à vontade apresenta vantagens em termos de trabalho, uso e simplicidade de manejo. Os suínos alimentados à vontade maximizam sua velocidade de crescimento. Entretanto, o crescimento pode ser de tecido adiposo. O apetite é ótimo para o crescimento, mas não necessariamente para maximizar a relação proteína: gordura no crescimento.

Poucas linhagens de suínos apresentam apetite suficientemente pequeno em relação ao seu potencial de crescimento de tecido magro, para evitar a deposição de gordura até os 100 kg de peso corporal. Com baixos pesos, embora o apetite seja reduzido, o potencial para crescimento de tecido magro não é afetado. Então, a alimentação à vontade parece ser mais oportuna se o interesse do mercado é por pesos de abate menores (Whittemore & Elsley, 1977).

Restrita por etapas (restrição em função do peso): Muitas escalas de alimentação são relacionadas ao peso dos suínos. Os animais devem ser pesados regularmente e então devem ser colocados no seu nível de alimentação adequado. A ração deve ser trocada a cada intervalo de peso de 2, 5, 10, 15 ou 20 kg, por exemplo, ou em intervalos de tempo determinados. Em cada caso, a ração escolhida, com base no peso dos suínos ou intervalo de tempo, tem que ser prescrita. Os pesos ou intervalos de tempo determinados dependem da flexibilidade do sistema de alimentação e das necessidades do manejo.

A restrição de consumo de energia, especialmente em suínos em terminação, vem sendo utilizada a muito tempo na Europa e no Canadá, com o objetivo de reduzir a deposição de gordura, visto que as penalizações são pesadas para suínos com excesso de tecido adiposo.

Alimentação em sexos separados: É sabido que machos, fêmeas e machos castrados apresentam diferentes taxas de desenvolvimento e, em conseqüência, também possuem exigências nutricionais diferenciadas.

Quando alimentados em grupos mistos, fêmeas crescem mais rapidamente do que machos castrados, enquanto que machos inteiros crescem mais rapidamente do que as fêmeas. No entanto, machos castrados normalmente são pior classificados em relação a qualidade de carcaça, visto que depositam gordura em maior quantidade e mais rapidamente.

Ração peletizada: A peletização usualmente aumenta o ganho de peso diário em torno de 5% e melhora a conversão alimentar em 10% (Life..., 1988).

Para iniciar o processo de peletização, o alimento é moído em uma textura fina a média e então umedecido e o pelete é formado por extrusão através de um molde. O uso de vapor no processo aumenta a durabilidade do pelete e produz menores danos ao amidos dos grãos. Quando é dada à escolha dos suínos, eles preferem dietas peletizadas em relação a dietas fareladas (Liptrap & Hogberg, 1991).

A peletização da dieta aumenta a taxa de passagem através do trato digestivo, quando comparada a dietas fareladas. Ocorre um aumento da ED devido à maior digestibilidade da fração energética da dieta. Parte desse efeito é decorrente de um aumento na digestibilidade do amido, o que torna a fração de amido mais prontamente digerida pela amilase (Liptrap & Hogberg, 1991).

Alimentação líquida: Vários sistemas de alimentação são disponíveis para prover dietas liquidas em todas as fase de desenvolvimento dos suíno. O alimento e a água são misturados antes ou durante o fornecimento da dietas aos animais. Os sistemas podem funcionar tanto com alimentação restrita quanto à vontade. É sugerida uma mistura na proporção de 2:1 de água em relação ao alimento para atingir bons resultados (Liptrap & Hogberg, 1991).

Embora ocorra uma tendência de vantagem para a alimentação liquida, quando os animais são alimentados com restrição de oferta, o mesmo não é verificado quando os suínos são alimentados à vontade. Os animais alimentados com dieta líquida geralmente necessitam de maior quantidade de alimento em relação a dietas fareladas, à vontade, por unidade de ganho de peso (Life..., 1988).

Um resumo de ensaios mostra que a taxa de ganho aumenta em 0,8% e o ganho por unidade de alimento consumido em 5,9% quando dietas líquidas, fornecidas à vontade, são comparadas com dietas secas (Liptrap & Hogberg, 1991).

Alimentação pastosa: A alimentação pastosa é similar à alimentação líquida. No entanto, a água e o alimento são misturados em relações entre 1,1 a 1,5:1, formando um material pastoso. O desempenho normalmente é melhorado com alimentação pastosa em relação a alimentação seca. O ganho médio diário e o consumo de alimento aumentam substancialmente, entre 10 e 15%, com pouco aumento na conversão alimentar (Liptrap & Hogberg, 1991).

Embora nesses dois sistemas a água seja fornecida juntamente com a dieta, é importante o fornecimento de água à vontade.

 
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