|
Os leitões devem ser castrados antes de completar os 12 dias de idade, seguindo os passos abaixo • Preparar o bisturi, fio e desinfetante à base de iodo em um balde; • Fechar os leitões no escamoteador para facilitar a captura dos mesmos; • Castração de leitões normais: a) Um auxiliar segura o leitão na tábua de castração ou o leitão é imobilizado, usando-se equipamento apropriado; b) Desinfetar a região do escroto com pano embebido no desinfetante; c) Realizar a castração fazendo um ou dois cortes sobre os testículos e retirá-los por tração; d) Desinfetar novamente o local da incisão e liberar o leitão.
Castração de leitões com hérnia escrotal (herniados) pelo método inguinal. Esse método exige treinamento antes de colocá-lo em prática; a) Uma pessoa deve segurar o leitão pelas pernas traseiras com a barriga voltada para o castrador; b) Desinfetar a região inguinal e fazer um corte de mais ou menos 2 cm entre o último par de tetas; c) Introduzir o dedo minguinho no corte, forçar para liberar o testículo e tracioná-lo envolto na capa; d) Tracionar bem o testículo, verificar se o intestino desceu e dar 2 voltas; e) Amarrar com barbante desinfetado; f) Cortar o testículo, desinfetar o local e liberar o leitão.
Valores críticos e metas na fase de maternidade. Indicador Valor Crítico(1) Meta Nº leitões nascidos vivos/parto <10,0 >10,8 Peso médio dos leitões ao nascer (kg) <1,4 >1,5 Taxa de leitões nascidos mortos (%) >5,0 <3,0 Taxa de mortalidade de leitões (%) >8,0 <7,0 Leitões desmamados/parto <9,2 >10,0 Média leitões desmamados/porca/ano <19,3 >23,0 Ganho médio de peso diário dos leitões (g) <200 >250 Peso dos leitões aos 21 dias (kg) <5,6 >6,7 (1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.
Descarte de Fêmeas
• Evitar o acúmulo de porcas muito velhas na granja, mantendo sempre a recomendação de reposição anual entre 30% e 40%; • As porcas que apresentarem qualquer um dos problemas abaixo relacionados devem ser descartadas: - Não retornarem ao cio até 15 dias após o desmame; - Com danos severos nos aprumos; - Com falha de fecundação; - Com duas repetições seguidas de cio; - Que apresentaram dificuldades no parto; - Qualquer ocorrência de doença; - Com baixa produtividade; - Com problemas de Metrite, Mastite e Agalaxia (MMA); - Que apresentaram aborto ou falsa gestação. Creche
A saída da maternidade para a creche representa um choque para os leitões, pois deixam a companhia da porca e, em substituição ao leite materno, passam a se alimentar exclusivamente de ração. Por essa razão, os cuidados dedicados aos leitões, principalmente nos primeiros dias de creche, são importantes para evitar perdas e queda no desempenho, em função de problemas alimentares e ambientais que, via de regra, resultam na ocorrência de diarréias. • Manejar as salas de creche segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões; • Alojar os leitões na creche no dia do desmame, formando grupos de acordo com a idade e o sexo; • Fornecer suficiente espaço para os leitões, considerando o tipo de baia. • Manter a temperatura interna próxima de 26°C durante os primeiros 14 dias e próxima de 24°C até a saída dos leitões da creche, controlando através de termômetro; • Fornecer à vontade aos leitões, ração pré-inicial 2 do desmame até os 42 dias e ração inicial até a saída da creche, com peso médio mínimo dos leitões de 20 kg; • Fornecer ração diariamente, não deixando nos comedouros ração úmida, velha ou estragada; • O consumo diário de ração por leitão entre 5 e 10 kg de peso vivo é, em média, de 460 gramas. Entre 10 e 20 kg de peso vivo deve ser estimulado o consumo de ração que em média é de 950 gramas por animal/dia; • No caso de eventuais surtos de diarréia ou doença do edema, retirar imediatamente a ração do comedouro e iniciar um programa de fornecimento gradual de ração até controlar o problema. Buscar auxílio técnico se persistirem os sintomas; • Dispor de bebedouros de fácil acesso para os leitões, com altura, vazão e pressão corretamente regulados; • Vacinar os leitões na saída da creche de acordo com a recomendação do programa; • Monitorar cada sala de creche pelo menos 3 vezes pela manhã e 3 vezes pela tarde para observar as condições dos leitões, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente; • Limpar as salas de creche, diariamente, com pá e vassoura; • Lavar as salas de creche com baias suspensas, esguichando água, com lava jato de alta pressão e baixa vazão, no mínimo a cada 3 dias no inverno e a cada 2 dias nas demais estações do ano; • Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários; • Pesar e transferir para as baias de crescimento os leitões com idade entre 56 e 63 dias.
Valores críticos e metas na fase de creche. Indicador Valor Crítico(1) Meta Taxa de mortalidade de leitões (%) >2,5 <1,5 Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho)>2,2 <2,0 Peso médio de referência dos leitões na saída da creche (kg) Aos 56 dias <18,5 >20,0 Aos 58 dias <19,5 >21,0 Aos 60 dias <20,5 >22,0 Aos 63 dias <22,0 >23,5 (1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.
Crescimento e terminação
São as fases menos preocupantes dos suínos, desde que, ao iniciarem as mesmas, apresentem um peso compatível com a idade e boas condições sanitárias. Assim sendo, pode-se dizer que o sucesso nessas fases depende de um bom desempenho na maternidade e na creche. • Manejar as salas de crescimento e terminação segundo o sistema "todos dentro todos fora", ou seja, entrada e saída de lotes fechados de leitões; • Alojar os leitões nas baias de crescimento e terminação no dia da saída da creche, mantendo os mesmos grupos formados na creche, ou refazer os lotes por tamanho e sexo; • Manter a temperatura das salas entre 16°C e 18°C, de acordo com a fase de desenvolvimento dos animais, controlando com o uso de termômetro; • Fornecer aos animais, à vontade, ração de crescimento até os 50 kg de peso vivo e ração de terminação até o abate; • Dispor de bebedouros de fácil acesso para os animais, com altura, vazão e pressão corretamente regulados; • Monitorar cada sala de crescimento e terminação pelo menos 2 vezes pela manhã e 2 vezes pela tarde para observar as condições dos animais, bebedouros, comedouros, ração e temperatura ambiente; • Limpar as baias de crescimento e terminação diariamente com pá e vassoura; • Esvaziar e lavar semanalmente as calhas coletoras de dejetos, mantendo no fundo das mesmas, após a lavagem, uma lâmina de 5 cm de água, de preferência reciclada; • Implementar ações corretivas com a maior brevidade possível, quando for constatada qualquer irregularidade, especialmente problemas sanitários; • Fazer a venda dos animais para o abate por lote, de acordo com o peso exigido pelo mercado; • Observar o período de retirada de qualquer medicamento em uso antes de enviar os suínos para o abate; • Não deixar eventuais animais refugo nas instalações.
Valores críticos e metas nas fases de crescimento e terminação. Indicador Valor Crítico(1) Meta Taxa de mortalidade de animais (%) >1,0 <0,6 Conversão alimentar (kg ração/kg de ganho) >2,8 <2,6 Peso médio de referência dos animais na saída para o abate (kg) Aos 133 dias <78,0 >83,0 Aos 140 dias <85,0 >90,0 Aos 147 dias <92,0 >97,0 Aos 154 dias <98,0 >103,0 (1) Indica necessidade de identificar as causas e adotar medidas corretivas.
|