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Nutrição para a suinocultura moderna é tema de palestra
DA REDAÇÃO – TOLEDO (Publicado no Jornal do Oeste de Toledo em 28.06.2008)
“Nutrição voltada às exigências da suinocultura moderna” foi o tema da palestra ministrada pelo o médico veterinário e coordenador nacional da Suinocultura Tortuga, Oswaldo Costa Júnior, no 1º Simpósio Paranaense de Suinocultura realizado ontem (27), pela empresa em Toledo. A programação ocorreu no auditório do Centro de Eventos Ismael Sperafico. Em sua apresentação Oswaldo demonstrou a evolução da suinocultura nos últimos 30 anos. “O Brasil saiu de uma condição de produção para subsistência passando a ser uma das suinoculturas mais avançadas do mundo”, revela. Ele sustenta a informação apontando que o Brasil possui índices de produtividade em granjas tecnificadas superiores ao de países desenvolvidos, como por exemplo, os da Europa. “O Brasil está no topo em ganho de peso diário, conversão alimentar e número de leitões vendidos por porca/ano. Isso precisa ser valorizado”, comenta. Por esses e outros motivos, Oswaldo lembra que o suinocultor deixou de ser um mero produtor rural, passando a ser conceituado como empresário da suinocultura, um produtor de alimentos que busca atender as necessidades dos consumidores brasileiros e do mercado de exportações. Segundo o médico veterinário, os embargos ocorridos entre 2005 e 2006 foram superados. “O Brasil tem um status de sanidade de alto nível, isento de doenças que existem em países exigentes, como é o caso da P.R.R.S (doença reprodutiva)”. Oswaldo afirma que a previsão é de que até 2010 a suinocultura tecnificada brasileira tenha um crescimento de 5% ao ano. Levantamentos apontam que o consumo de carne suína oscila entre 11 e 14,5 quilos per capita/ano. Hoje, a média é de 13,5 quilos. “Percebemos uma mudança de conceito nas prateleiras de supermercados. A carne suína ganhou participação maior. Em pontos de vendas modernos, vemos variedades de cortes e vendas em pequenas quantidade, acessível a famílias grandes e pequenas”.
MOMENTO – O momento, segundo Oswaldo é bom para o setor, ele considera inclusive, satisfatório para todas as atividades agropecuárias. “É um momento histórico do Brasil”
NA PROPRIEDADE – Oswaldo declara que os suinocultores têm se mostrado cada vez mais conscientes do compromisso de estarem utilizando alimentos de qualidade para melhorar o desempenho, se tornarem mais competitivos no mercado e atender as exigências dos consumidores. “É preciso lembrar da importância de reduzir o nível de minerais nas dietas dos animais, substituindo minerais inorgânicos por orgânicos”, comenta. Oswaldo explica que a forma orgânica tem bio-disponibilidade superior, reduzindo a contaminação ambiental. A suplementação mineral dos suínos, assim como a de humanos, necessita de zinco, ferro, cobre, selênio, cromo e manganês. Pelo fato de consumir uma grande variedade de alimentos, os homens dificilmente precisam de suplemento. Os suínos, que alimentam-se basicamente de milho e farelo de soja, e por isso o suplemento é recomendado.
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