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ASPECTOS DA COLONIZAÇÃO DE LEITÕES PELO AGENTE HAEMOPHILUS PARASUIS
INTRODUÇÃO
Diferentes microorganismos fazem parte da microbiota respiratória que colonizam o trato respiratório superior de leitões logo após o nascimento. Em condições particulares, potenciais agentes patogênicos podem colonizar esses leitões.
É o caso do Haemophilus parasuis, o qual é o agente etiológico da Doença de Glässer. Variedades de H. parasuis podem ser isoladas em granjas, porém em equilíbrio com a imunidade dos animais podem não causar a doença. Diversos estudos têm pesquisado a circulação do agente nas granjas, mas pouco tem se estudado em relação à dinâmica da eficácia da vacinação das fêmeas e conseqüente colonização dos leitões.
Relato de Caso
Em trabalho realizado na Espanha, pesquisou-se a performance de fêmeas livres da Doença de Glässer, para determinação do efeito da vacinação desses animais na dinâmica da colonização dos leitões pelo agente.
Doze fêmeas foram selecionadas e divididas em dois grupos, sendo o primeiro grupo vacinado com vacina comercial e o segundo grupo não vacinado. Quatro leitões de cada fêmea foram selecionados aleatoriamente, totalizando 48 leitões no estudo.
Swabs nasais de todos os leitões e de todas as fêmeas foram coletados em duplicata em diferentes dias de idade e enviadas sob refrigeração ao laboratório, sendo um swab utilizado para isolamento bacteriano e o outro para a técnica de PCR. Amostras de sangue dos animais também foram coletadas em diferentes idades dos animais e armazenadas a -8º C.
Os resultados obtidos comprovaram o efeito benéfico da vacinação na colonização de leitões frente ao agente H. parasuis. Em leitões do grupo de fêmeas vacinadas, 25% dos animais foram colonizados aos 24 dias de idade e, do grupo de fêmeas não vacinadas, 50% dos animais foram colonizados aos 7 dias de idade.
Através da metodologia do PCR, o agente foi detectado com 7 dias no grupo vacinado e com 2 dias no grupo não vacinado.
O H. parasuis foi isolado em 100% dos leitões com dois meses de idade do grupo que não recebeu a vacina, e no máximo de 85,7% no grupo vacinado. Sendo que quanto menor o status imunológico humoral, a colonização aumentava nos leitões.
CONCLUSÃO
O trabalho concluiu que os níveis de anticorpos nos animais é fundamental para modular o período e o nível de colonização dos leitões para Haemophilus parasuis.
O TECSA Laboratórios disponibiliza, dentre outros exames, o exame Bacteriologia do Sistema Respiratório, para correta identificação do agente causador da infecção, conforme descrito na tabela abaixo, seu respectivo código, agentes pesquisados, prazo de entrega e setor responsável.
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CÓDIGO |
DESCRIÇÃO DO EXAME |
Prazo *
( Dias ) |
SETOR |
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S51 |
BACTERIOLOGIA SISTEMA RESPIRATÓRIO
Material: Swabs nasais e de pulmão, fragmentos de órgãos Pesquisa: Actinobacillus pleuropneumoniae, Bordetella bronchiseptica, Haemophilus parasuis e Pasteurella multocida e ANTIBIOGRAMAS |
05 |
MICRO |
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