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DICAS TÉCNICAS
CIRCOVÍRUS SUÍNO TIPO 2(PCV2)
 
Transmissão do Circovírus suíno tipo 2(PCV2) pelo sêmen.
 

TRANSMISSÃO DO CIRCOVÍRUS SUÍNO TIPO 2(PCV2) PELO SÊMEN

 

I. INTRODUÇÃO

 

    A circovirose suína é uma doença emergente na suinocultura e é causada pelo circovírus suíno tipo 2 (PCV2), um vírus patogênico para suínos, bastante resistente a desinfetantes e de difícil controle.  Este vírus é associado com diversas doenças assim como as doenças multisistêmicas pós-desmame, dermatites suínas, síndrome da nefropatia e falhas reprodutivas. A transmissão horizontal do vírus entre porcas foi demonstrado em experimentos com ou sem imunidade passiva. Transmissão vertical de porcas infectadas para seus descendentes também ocorre. A associação do PCV-2 com abortos e natimortos indica que a transmissão transplacentária também pode ser importante se matrizes soronegativas forem infectadas durante a prenhez. Além disso, o genoma do PCV2 foi encontrado naturalmente no sêmen de suínos infectados sugerindo que este vírus pode ser transmitido pelo sêmen. O objetivo deste estudo foi de quantificar a excreção viral no sêmen e verificar a transmissão do vírus de porcos infectados para porcas livres da doença.

 

II. MATERIAIS E MÉTODOS

 

       Seis suínos livres de patógenos específicos (SPF) foram utilizados para quantificar a excreção no sêmen do circovírus suíno tipo 2. Dois suínos foram infectados pela narina com tecido infectado pelo PCV2 e outros dois por PCV2 propagados em culturas celulares. Dois animais foram utilizados como grupo controle livres deste vírus.

       O sêmen era recolhido toda a semana durante 8 semanas. Amostras do tecido eram recolhidas na necrópsia. A soroconversão era monitorada pelo teste ELISA e a quantificação das cargas genéticas era feita pelo PCR.

       Para avaliar se o sêmen infectado é um modo de transmissão, quatro porcas SPF negativas receberam o sêmen infectado pelo método de inseminação artificial. A quinta porca foi inseminada por um sêmen não infectado. Amostras sanguíneas das porcas foram coletadas durante e após a gestação. Amostras eram coletadas dos leitões recém nascidos antes de ingerirem o colostro e com 4 semanas de idade.

       Anticorpos e cargas genômicas do circovírus foram avaliadas anteriormente. Amostras de tecidos também foram recolhidas nas necropsias das porcas e leitões.

 

III. RESULTADOS

 

       Todas as porcas infectadas com o circovirus suíno tipo 2 foram soropositivas após 50 dias após inseminação artificial contendo o PCV2. Somente o grupo controle que nada alterou. Nenhumas das porcas inseminadas com o sêmen positivo pariram leitões soropositivos para a doença.

 

 

IV. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

 

       Porcas inoculadas desenvolveram a infecção pelo PCV2. Além disso, este vírus foi excretado irregularmente no sêmen após infecção nasal dos porcos. Quando o sêmen contaminado pelo circovirus foi inoculado nas porcas SPF no momento da inseminação artificial, nem as porcas e nem seus descendentes mostraram qualquer sinal de infecção pelo circovírus (sintomatologia característica). Neste último estudo, problemas reprodutivos foram dependentes da dose inoculada às porcas.

       Pode se concluir que a transmissão do circovírus suíno tipo 2 via sêmen pode ocorrer ou não, isso irá depender da quantidade da carga genômica presente no sêmen. A transmissão não ocorre sob condições em que é baixa a carga viral genômica do sêmen utilizada para inocular as porcas ou também pode ser devido à ausência de vírus infecciosos no sêmen. Outro experimento utilizando sêmen com maiores e diferentes cargas genômicas deve ser realizado para verificar potenciais transmissões do circovírus via sêmen.

      A circovirose é uma doença presente na suinocultura brasileira, e que vem trazendo altos prejuízos aos criadores, normalmente associados a refugagem de animais sadios, alta mortalidade e morbidade, gastos com medicamentos, falhas reprodutivas entre ouras.

      Por esses motivos, o diagnóstico rápido e preciso são pontos importantíssimos no controle da doença, evitando-se maiores prejuízos.

      O TECSA-Laboratórios, disponibiliza o exame S83, IMUNOHISTOQUIMICA PARA CIRCOVÍRUS

                Material: Peça ou órgão conservado em formol 10%.

OBS: Neste caso sempre é realizada uma boópsia junto a pesquisa por Imunohistoquímica – Biópsia + Imunohistoquímica para Circovírus.

 

 

Para maiores informações entre em contato com os Veterinários.

       

 

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RT - Dr. Luiz Eduardo Ristow CRMV MG 3708

 

 
 
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