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DICAS TÉCNICAS
EPERYTHROZOONOSE
 
Pesquisa de Hematozoários.
 

EPERYTHROZOONOSE

 

A Eperythrozoonose é uma doença causada por uma riquetzia, pequena bactéria chamada de Eperythrozoon suis que ataca as células vermelhas dos suínos danificando-as. Esse fato, leva a uma redução na concentração de células sanguíneas e hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Em animais saudáveis o volume de células sanguíneas deve estar por volta de 35% e o de hemoglobina na faixa de 9 a 14g/100ml de sangue. Nos animais acometidos pela doença e que apresentam o quadro clínico de anemia, esses valores decrescem para 24% de volume de células sanguíneas e os níveis de hemoglobina para o intervalo de 3 a 7g/100ml. Quando ocorre grande danificação de células vermelhas do sangue dos animais acometidos, é observado icterícia.

O agente causador pode ser identificado tanto em animais sadios quanto nos comprovadamente afetados, fato explicado pela grande prevalência da bactéria nos animais e nas granjas produtoras avaliadas em alguns estudos, tornando o conhecimento sobre a manifestação de doença ainda não totalmente conhecida.

O microorganismo afeta todas as categorias dos suínos, de matrizes e leitões até os animais terminados, sendo que a matriz pode ser portadora do agente e se manifestar saudável, transmitindo o agente através da placenta para os fetos no útero causando maior número de leitões fracos ao nascimento. Nos lactentes e desmamados, a doença se manifesta primariamente por anemia e secundariamente por infecções e doenças secundária, sendo nos quadros crônicos da doença, ocorrem baixo crescimento e desuniformidade de lotes. Os quadros clínicos observados são muito variados, principalmente quando doenças secundárias estão envolvidas. A observação a campo deve ser realizada para identificação e diferenciação de quadros crônicos dos agudos. Em porcas, os sintomas são falhas reprodutivas, agalaxia e febre pós parto.

 

DIAGNÓSTICO:

 

A observação do agente no organismo do animal, não necessariamente causa a doença, portanto a manifestação de sintomas relacionados a patologia, descritos abaixo, devem ser considerados no diagnóstico final.

  • Animais anêmicos e/ou pálidos, anestro, abortos, aumento de natimortalidade, hemorragias perda de peso, necrose de orelhas, diarréia, refugagem e outros;
  • Identificação do agente no sangue dos animais por meio de laboratório capacitado para realização do exame;
  • Sinais clínicos e avaliação do rebanho por profissional capacitado;
  • Icterícia, principalmente em leitões de 7 a 21 dias de idade;
  • Testes sorológicos do rebanho afetado, em laboratório capacitado;
  • Descartar outras doenças relacionadas, que causem quadros clínicos semelhantes;
  • Realização de hemograma incluindo níveis de hemoglobina em laboratório capacitado;

 

CONTROLE E PREVENÇA:

 

O agente é disseminado através de inoculação. Para rebanhos positivos para o agente, deve-se eliminar métodos de disseminação.

 

PORCAS:

 

  • Limpar agulhas de vacinação com solução específica entre um animal e outro;
  • Limpar aplicadores entre animais;
  • Eliminar piolhos e sarna dos animais;
  • Evitar brigas, e distúrbios de comportamento como canibalismo de vulva e cauda;
  • Não utilizar do manejo de fornecimento de material placentário ou de abortos no fornecimento para fêmeas e adaptação;
  • Controle de insetos picadores/sugadores;
  • Controle de endo/ectoparasitos;
  • Utilização de luvas descartáveis no atendimento a partos.

 

LEITÕES:

 

  • Evitar a disseminação durante manejos como corte de dentes e cauda e injeções de ferro;
  • Não utilizar mesma agulha para grande número de animais, efetuando limpeza com solução adequada entre animais nos manejos de medicação/vacinação.

 

CRECHE/CRESCIMENTO/TERMINAÇÃO:

 

  • Evitar brigas e reduzir a mistura de lotes;
  • Prevenir distúrbios comportamentais como canibalismo;
  • Reduzir a mistura de lotes e utilizar de enriquecimento ambiental para diminuir estresse e possíveis brigas;
  • Evitar disseminação do agente durante vacinação utilizando de boas práticas de vacinação;
  • Controle de insetos e doenças do trato respiratório.

 

Métodos de controle através da utilização de medicamentos eficazes vêm sido estudados para se estabelecer um método eficiente para controle da doença, porém o auxílio laboratorial para o correto diagnóstico e conhecimento da dinâmica de infecção do agente no rebanho, além do acompanhamento a campo da evolução de sinais clínicos e status sanitários do rebanho se tornam fatores essenciais para que medidas corretas sejam adotadas e prejuízos sejam minimizados e/ou evitados.

 

O TECSA-Laboratórios disponibiliza de exame para identificação do agente causador da patologia Eperythrozoonosis suis.

 

  • PESQUISA DE HEMATOZOÁRIOS

 

ORIENTAÇÃO DE COLETA: Colher sangue em tubo de tampa roxa (EDTA) e manter sob refrigeração (entre 2 e 8ºC, por no máximo 48 horas) até o momento da análise. Colher 10 amostras de porcas, 10 amostras de leitões de maternidade, 10 amostras de creche, 10 amostras de recria, 10 amostras de terminação.

  

INTERPRETAÇÃO: o achado do agente em alta prevalência juntamente com dados clínicos compatíveis permite ao veterinário responsável concluir diagnóstico desta enfermidade.

 

 

 

 

EQUIPE DE VETERINÁRIOS - TECSA Laboratórios

Primeiro Lab. Veterinário certificado ISO9001 da

América Latina. Credenciado no MAPA.

 

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PABX: (31) 3281-0500

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RT - Dr. Luiz Eduardo Ristow CRMV MG 3708

 

 
 
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